Quem cuida
de alguém
também precisa
de cuidado.
Eu cuidei da minha mãe com Alzheimer por dezessete anos. E dirigi a saúde pública por doze. Conheço essa rede dos dois lados.
A causa
Tem uma mulher em cada rua desta cidade que parou a vida dela para cuidar de alguém. Sem folga, sem férias, sem aposentadoria por isso. E ninguém pergunta como ela está.
Fui uma dessas mulheres por dezessete anos, cuidando da minha mãe com Alzheimer. E fui diretora de hospital por nove. Eu dirigi essa rede, e eu dependi dela.
Escritórios de Cuidado: um lugar em cada município onde a família que atravessa uma doença longa entra por uma porta e sai com um caminho.
Não são promessas
Todos em funcionamento, com endereço. Qualquer pessoa pode ir ver.
A história
Minha mãe parou de trabalhar e ficou diferente. Todos disseram que era depressão. Ela tomou remédio de depressão por dois anos.
Era Alzheimer.
Cada caixa do remédio custava quatrocentos reais. Entramos na justiça pelo remédio, e de novo pela aposentadoria dela. Eu era da área da saúde — e mesmo assim não sabia por onde começar.
Doe para a campanha
Toda doação é de pessoa física, identificada e declarada à Justiça Eleitoral. Quem financia com pouco, de muita gente, não precisa dever nada a ninguém depois.
Só pessoa física pode doar, com limite de 10% dos rendimentos do ano anterior. Toda doação é identificada e recebe recibo eleitoral.
Onde eu estou
Nasci em Rio das Flores, cresci em Valença e trabalhei na saúde pública de três municípios desta região.
Fale comigo
Quem responde sou eu ou alguém da minha equipe. E a gente responde.
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